Prefeito do RJ e Lula criticam evangélicos que participam da operação Lava Jato

E a máxima utilizada no meio juvenil “the zueira never ends”, (fazendo alusão ao fato da bagunça generalizada no Brasil não ter fim), parece realmente fazer juízo a situação política brasileira. Após a sequência de fatos do enredo envolvendo Dilma Rousseff, Luiz Inácio da Silva, Partido dos Trabalhadores (PT), Sérgio Mouro, escutas telefônicas e tantos outros “detalhes”, pode-se afirmar que Hollywood está a se inspirar no país da corrupção para criar tramas tão envolventes.

Durante a manhã de hoje, (17), direto do Palácio do Planalto, (Brasília), a presidente Dilma Rousseff, proferiu seu discurso para empossar os seus dois novos ministros: Na Casa Civil, o ex-presidente Lula e na pasta da Justiça, Eugenio Aragão. A presidente aproveitou o momento para criticar aqueles que, segundo ela, estão a tramar um “golpe” contra sua gestão. Essa afirmação presidencial ganhou mais energia após o vazamento dos áudios de escutas telefônicas no final da tarde de ontem, (16) colocando o ex-presidente Lula no focal de um verdadeiro furacão político.

Em uma dos grampos, autorizado pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula dialogou com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Com um vocabulário esdrúxulo e cheio de palavrões, o prefeito se solidariza com a situação vexatória de Luiz Inácio. Em um dado momento da conversa, o ex-presidente afirma: “Olha, deixa eu te falar uma coisa… esses meninos da Polícia Federal e esses meninos do Ministério Público se sentem enviados de Deus”, em resposta, o prefeito Eduardo diz, de forma debochada: “É, mas os caras do Ministério Público são crentes…”

Pode-se ver, assim, que apesar da imagem manchada da Igreja Evangélica diante da sociedade (graças, principalmente, a nomes como Edir Macedo e Valdemiro Santiago), alguns cristãos ainda apresentam uma postura séria, agindo de acordo com a justiça e a ética em suas esferas de atuação – nesse caso, na justiça comum, no Ministério Público.

Demonstrando claramente sua arrogância governamental, Lula continua sua conversa, acreditando “ser a chance de que esse país tem de brigar com eles [Polícia Federal e Ministério Público] para tentar colocá-los nos seu devido lugar… Queremos ter instituições sérias, mas tem que ter limite”, concluiu ele.

A reviravolta, pela qual se faz alusão com Hollywood no inicio da reportagem, ocorreu pelo fato de que minutos após “conquistar” sua vaga na pasta da Casa Civil, Lula recebeu a notícia que um Juiz Federal do DF suspendeu sua posse.

“Juiz não é cego nem surdo para o que está acontecendo. E ontem [quarta] o país inteiro viu que existe uma clara intenção do ex-presidente da República, e talvez até da atual presidente da República, de intervir no Poder Judiciário. Isso é inadmissível, isso não pode ser permitido de forma alguma”, enfatizou o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, autor da liminar.

O presidente da VINACC, Euder Faber Guedes Ferreira, comentou o caso dos grampos. Ele qualificou as falas contra os evangélicos como “vergonhosas”. “A fala do prefeito Eduardo Paes é vergonhosa, e expressa seu preconceito em relação aos evangélicos, algo lamentável. Ao contrário de muitos líderes evangélicos que nos envergonham, esses procuradores estão honrando seus ofícios e o valores do Reino de Deus.”

A insatisfação popular está espalhada por todo país e novos capítulos desta “novela” vão trazer novas expectativas para o futuro da nação.

 

Por Samuel Oliveira

Fotos: diariodocentrodomundo.com

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