Razões porque Agenor Duque está errado em “distribuir” toalhas ungidas

Agenor Duque, autointitulado “apóstolo” da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus” distribuiu uma tolha ungida e afirmou que esse ato é bíblico e que não existe nada de errado do ponto de vista das Escrituras em agir desta forma.

Bom, visando ajudar os cristãos quanto a esse assunto, resolvi escrever abaixo, razões porque Agenor Duque está completamente equivocado em defender a distribuição de objetos ungidos.

1-) O livro de Atos é um livro histórico, e não doutrinário, além disso não encontramos nas epístolas bem como em todo Novo Testamento orientações por parte de Jesus e dos apóstolos sobre a necessidade de ungir lenços, aventais e semelhantes.

2-) O ocorrido em Atos 19:11-12, foi a narrativa  de que algumas pessoas tiveram contato com as peças de roupa de Paulo sendo curadas de suas enfermidades. Ao ler o texto sou tomado pela convicção que Paulo não tomou a iniciativa de ungir lenços e aventais. Na verdade, o texto nos trás a ideia que isso aconteceu de forma espontânea e não dogmática.

3-) Embora Deus tenha curado inúmeras pessoas através dos lenços e aventais de Paulo, conforme é mencionado no capítulo 19 de Atos, em todo o Novo Testamento não encontramos nenhuma permissão ou ordem nas Escrituras “ensinando ou orientando a prática de distribuição de objetos ungidos. Ademais, vale a pena ressaltar que do ponto de vista hermenêutico não devemos elaborar ou instituir doutrinas em textos isolados, o que é o caso de Atos 19.

4-) Em nenhum lugar no Novo Testamento, encontramos Jesus ou os apóstolos orientando a igreja a ungir objetos. (Para ler mais sobre o assunto clique AQUI)

5-) Em Atos 19, vemos que os lenços foram levados aos enfermos e não vendidos ou comercializados, isto é, não existiu o comércio dos lenços ou dos aventais ungidos, como acontece nos dias de hoje, mesmo porque, a  prática da simonia era fortemente rechaçada pelos apóstolos e igreja.

6-) Não encontramos nos reformadores nem tampouco na Reforma protestante o incentivo aos crentes possuírem objetos mágicos. Na verdade, vemos os reformadores condenando o uso de utensílios como instrumentos de bênçãos e milagres.

Pense nisso!

 

Por Renato Vargens