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A benção da fragilidade | Reflexões

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 “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro,  

Para que a excelência do poder 

Seja de Deus, e não de nós”

2 Coríntios 4.7

CUIDADO! FRÁGIL! 

A etiqueta que acompanha bagagem com conteúdo sensível também poderia ficar estampada na testa de todo ser humano. 

Ninguém gosta de ser considerado fraco ou frágil.  Queremos mostrar que somos “mais que vencedores”.  Afinal de contas, se só os fortes sobrevivem, como os evolucionistas maquiavélicos afirmam, não quero ficar como os dinossauros… 

Infelizmente, a doutrina da autosuficiência, autodeterminação e autopromoção encontrou amplo espaço na igreja. Teologias de prosperidade, reivindicação de direitos (que endeusam o homem e humanizam a Deus), pensamento positivo (“suas palavras têm poder) e o triunfalismo que os acompanha, sobrepujaram a teologia da humildade de coração e quebrantamento de espírito. 

Recentemente tenho sido lembrado (e chocado) pela fragilidade do ser humano… 

  •  um amigo irmão em Cristo de repente acomotetido por um câncer agressivo 
  •  um jovem da igreja, assaltado e baleado pelo rosto, que por uma questão de centímetros não foi ceifado 
  •  um jovem forte que perdeu controle do veículo numa pista escorregadia e caputou o carro 

A nossa suscetibilidade ao pecado também nos lembra da fragilidade do espírito humano.  Ver colegas, amigos, pastores e líderes espirituais destruírem suas famílias, seus ministérios e, às vezes, suas vidas, em troca de alguns momentos de prazer, nos assusta demais.  Ainda mais, quando reconhecemos que, não fosse a graça de Deus, lá estaríamos nós…  

A fragilidade do ser humano percebe-se também na arena das emoções

O “estresse” da vida moderna deixa a maioria à beira de desastre.  Só falta “a gota que faz transbordar o copo” para levar alguns à explosão da ira, depressão profunda, estafa, ou doença psicosomática. 

Mas não só as tragédias revelam que a vida é pendurada por um fio.  Pequenas lembranças todos os dias nos forçam a reconhecer que não passamos de pó (Salmos 103.14): 

  • uma dor de dente ou afta na boca 
  • o deslize de uma pequena vértebra da coluna nos imobiliza por dias 
  • um vírus quase invisível nos derruba por uma semana 

Nada disso deve surpreender o leitor da Palavra de Deus.  A fragilidade humana faz parte da vida depois da Queda.  Somos, de fato, pó (Gêneses 3.17-19), que somente a graça de Deus consegue moldar em vasos de honra, mesmo sendo de barro (2 Coríntios 4.7), para que Ele, o Oleiro, receba toda a glória.  Essa é a bênção da fragilidade, que nos lembra que a nossa suficiência não vem de nós, mas de Deus: 

  • Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mateus 5.3)            
  • Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra (Mateus 5.5)            
  • Pois Ele conhece a nossa estrutura, e sabe que somos pó (Salmos 103.14)            
  • Não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus (2 Coríntios 3.5)             
  • Deus resiste aos soberbos, contudo aos humildes concede a sua graça (2 Pedro 5.5)            
  • Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e vivificar o coração dos contritos.  (Isaías 57.15)            
  • Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.  Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. (Mateus 11.28-30).  

Celebremos a bênção da fragilidade humana

A fragilidade nos impulsiona à suficiência de Deus na cruz de Cristo e faz com que a única explicação pelas nossas vidas seja o poder dEle:

Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória (Salmos 115.1)!  Ela nos lembra de que essa terra não é nosso destino final (Romamos 8.18, 2 Corítios 4.17).

“E transforma-nos em instrumentos da Sua graça, vasos quebrados, mas que revelam a excelência do Seu poder”

(2 Corítios 1.3-6)

  

Obrigado, Senhor, pela fragilidade humana. 

 

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